Linha 5 em Michigan: O papel pioneiro da engenharia brasileira nas decisões do exército dos EUA

Diego Rodríguez Velázquez
By Diego Rodríguez Velázquez
Paulo Roberto Gomes Fernandes
Paulo Roberto Gomes Fernandes

Como aponta Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o processo de licenciamento federal para o túnel sob o Estreito de Mackinac, destinado a abrigar o novo trecho da Linha 5 da Enbridge, atingiu um marco histórico. 

O Corpo de Engenheiros do Exército dos Estados Unidos (USACE) organizou sessões públicas para avaliar o impacto ambiental e a viabilidade técnica do projeto. Este foi o momento em que a tecnologia de vanguarda do Brasil foi apresentada pela primeira vez aos engenheiros militares norte-americanos, oferecendo a solução definitiva para os desafios de profundidade e inclinação do túnel.

Por que a Liderroll foi convocada para as audiências do USACE?

A construção de um túnel sob os Grandes Lagos exige garantias técnicas que superem as limitações da engenharia convencional. O projeto envolve um duto de substituição que precisa atravessar um túnel com perfil acidentado, apresentando grandes declives e aclives. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a apresentação não foi apenas teórica, mas baseada na prática de décadas:

  • Controle de movimentação: demonstração de como os roletes motrizes garantem o posicionamento preciso do duto em trechos íngremes;
  • Redução de risco ambiental: a tecnologia brasileira minimiza o estresse mecânico na tubulação, eliminando as chances de fadiga estrutural sob o leito do lago;
  • Experiência comprovada: a Liderroll levou para as audiências o case de sucesso de túneis brasileiros (como o GASDUC III e o GASTAU), onde as linhas operam sem manutenção há mais de uma década.

O escopo do USACE: Qualidade da água e soberania energética

O Comandante do Distrito de Detroit, tenente-coronel Brett Boyle, liderou a fase de definição de escopo, que visou identificar áreas críticas para revisão aprofundada. Como destaca Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o debate reuniu nações tribais, grupos ambientais e defensores da estabilidade energética no Centro-Oeste americano. 

Paulo Roberto Gomes Fernandes
Paulo Roberto Gomes Fernandes

A transparência nas audiências permitiu que a sociedade de Michigan compreendesse que o túnel, apoiado pela tecnologia brasileira, é a forma mais segura de proteger os Grandes Lagos das fortes correntes e de eventuais colisões de âncoras.

Do impasse jurídico à engenharia de execução

Como sugere Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, desde que a governadora Gretchen Whitmer tentou revogar a servidão da Linha 5 em 2020, o projeto enfrentou uma batalha legal que subiu ao nível federal, tornando o licenciamento do túnel uma prioridade devido à decisão de que o caso envolve questões de segurança nacional. 

Órgãos como o EGLE já haviam sinalizado positivamente, mas o crivo final do USACE e da Comissão de Serviço Público (MPSC) dependia da robustez do método construtivo. Estimado inicialmente em US$ 500 milhões em 2018, o projeto agora avança para a fase de construção, com conclusão prevista para os próximos anos. Com mais de 15.000 comentários recebidos, a Declaração de Impacto Ambiental tornou-se um dos documentos mais detalhados da infraestrutura americana moderna. 

Perspectiva para 2026: O padrão ouro do tunelamento de utilidades.

A entrada da Liderroll no mercado norte-americano, por meio deste projeto, consolida o Brasil como um exportador de inteligência em infraestrutura. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, conclui que o desafio de Michigan é o palco ideal para mostrar que a segurança energética não precisa colidir com a preservação ambiental. 

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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